segunda-feira, fevereiro 27, 2006

Je ne regrette Rien

"Non, rien de rien
Non, je ne regrette rien
Ni le bien qu'on ma fait, ni le mal
Tout ça m'est bien égal
Non, rien de rien
Non, je ne regrette rien
C'est payé, balayé, oublié
Je me fous du passé"

Texto: Charles Dumont/Michel Vaucaire :: Imagem: Juliette Binoche/Denis Lavant; "Les Amants du Pont-Neuf"

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

9 formas (musicais) fáceis para apreciar a música minimalista

Para mim, após o excelente compositor Philip Glass, Steve Reich é o senhor que se segue na música minimalista. Ao deambular por uma loja Fnac procurando o álbum "Glass Cuts, Philip Glass Remixed", eis que vi este "irmão" do Reich. Excelente! Nove das mais conhecidas músicas deste compositor remixadas por vários DJ's de onde destaco Andrea Parker e Coldcut. Uma nova maneira de apreciar o minimalismo e "pá malta nova" uma forma fácil de descobrir este sub-género musical.

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Acordo Justo

"Fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo: nem ele me persegue, nem eu fujo dele. Um dia a gente se encontra."
Mário Lago / Figura: "Relógio Mole no Momento da Primeira Explosão"; Salvador Dalí

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Dogwoman

"Dog Woman" é talvez um dos trabalhos que mais caracteriza o carácter das obras da pintora Paula Rego. Very good Mrs. Rego! Very good indeed!

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

"Plague Mass"

"Soy la muestra.
Soy la salvacion.
Soy la carne magullada.

Soy la sancion.
Soy el sacrificio.
Soy la araña negra.

Soy el azote.
Soy la tonta sagrada.
Soy la mierda de Dios.

Soy la seña.
Soy la praga.
Soy l'Antichristo."

Texto de Diamanda Galás

sábado, fevereiro 11, 2006

Mrs. Dalloway said...

VIRGINIA (write): "Mrs. Dalloway said she would buy the flowers herself."
LAURA (reads): "Mrs. Dalloway said she would buy the flowers herself."
CLARISSA (says): "Sally, I think I'll buy the flowers myself."

("The Hours" de Stephen Daldry - 2002)

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Primavera, Verão, Outono, Inverno... e Primavera

Vi o filme e adorei a sua mensagem. Estudei a imagem e fiquei absorto.
Espaço...
Tranquilidade...
Meditação...
Resolvi então pintar a capa do filme. Um pequeno pormenor; retirei os dois ocupantes do barco para acentuar a sensação de tranquilidade. "Refugio Milenar" é o seu nome e é um dos meus últimos trabalhos.

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Virginia Woolf; always

"Leonard, always the years between us...
Always the years...
Always the love...
Always the hours..."
Nicole Kidman como Virginia Woolf no filme "The Hours" de Stephen Daldry

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Lua de Mel... Lua de Fel...

"OSCAR: Have you ever truly idolized a woman? Nothing can be obscene in such love. Everything that occurs in between it becomes a sacrament."
"Bitter Moon" realizado por Roman Polanski (1992)

domingo, janeiro 29, 2006

O Pecado Mora ao Lado...

TOM MACKENZIE: What blond in the kitchen?
RICHARD SHERMAN: Wouldn't you like to know! Maybe it's Marilyn Monroe!
Tommy Ewell e Sonny Tufts a discutirem sobre a loura (Marilyn Monroe) que está na cozinha...

sexta-feira, janeiro 27, 2006

Mozart: Esse Morto-Vivo

Se fosse vivo Wolfgang Amadeus Mozart completaria hoje 250 anos.
Apesar de morto há tantos anos as suas mais de 600 obras continuam bem vivas. Na manhã de 5 de Dezembro de 1791 o compositor foi encontrado morto com o Requiem em Ré Menor, K626 incompleto. A melodia Lacrimosa foi a ultima melodia que Mozart compôs. Esta missa foi terminada pelo seu aluno Franz Xaver Süssmayer, baseando-se em anotações deixadas pelo seu próprio mestre.
Ainda hoje Mozart goza de uma divulgação surpreendente. As suas obras ainda são executadas, ouvidas e estudadas. Um autêntico "monstro" da música que viveu na absoluta miséria durante o curto período de tempo que passou na Terra. Um homem que certamente nunca será esquecido.

terça-feira, janeiro 24, 2006

Everybody is Talking About... Pop Art

Confesso!
Não sou fã da chamada "Pop Art"... mas também confesso que, de quando em vez, surgem trabalhos admiráveis. Quando se fala então de Andy Warhol, o caso muda radicalmente de figura. Este é um dos trabalhos do radical artista que mais aprecio: "Green Coca-Cola Bottles" (1962). Os aclamados "Double Elvis" (1963) e "Marilyn Monroe" (1962) também se encontram na minha lista de favoritos. Estou mais ou menos de acordo quando dizem que Andy Warhol possuía uma autêntica "fábrica" de "construção" de peças de arte. Aprecio também alguns Pop Art-istas tais como Gornelia Parker ou Marcel Duchamp.

domingo, janeiro 22, 2006

"C'est un vodka ici, pour la mademoiselle!"

A publicidade da "Absolute Vodka" está virada para as senhoras e de uma forma quase agressiva. Uma forma "simples", quase despercebida, de dizer: "as senhoras também bebem vodka!" A garrafa não podia estar mais bem posicionada... Com esta avaliação nenhuma confundirá esta garrafa de vodka com outra na próxima vez que for ao supermercado...

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Porque

"Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não."

Sophia de Mello Breyner Andresen - "Porque"

terça-feira, janeiro 17, 2006

Dance, Dance Paris Dance

Se estão de viagem à cidade-luz aqui está um espectáculo que recomendo vivamente. Há mais de um ano em exibição num dos mais famosos cabarés do mundo (Moulin Rouge), "Féerie" tem uma musica excepcional (comprei o CD), uma direcção artística muito bem cuidada, um guarda-roupa (talvez um pouco diminuto para os mais conservadores) extravagante como que ser num "grand bal" e uma iluminação que se assemelha a uma actriz. Um bom espectáculo onde se pode dar descanso aos pés e ao mapa da cidade.
"À Paris chaque nuit Féerie"...

domingo, janeiro 15, 2006

Where Everything is Music

"Don't worry about saving this songs! And if one of our instruments breaks, it doesn't matter. We have fallen into the place where everything is music. The strumming and the flutes notes rise into the atmosphere, and even if the whole world's harp should burn up, there will still be hidden instruments playing."
Yalal al-Din Rumi; "The Monsters of Grace"

quinta-feira, janeiro 12, 2006

O Efeito da Makeup no Comportamento das Actrizes

Agora compreendo a razão dos 27 membros da equipa de makeup e as horas de maquilhagem a que a actriz Kelly Strables se sujeitou na rodagem do filme "The Ring Two"... É de louvar o trabalho de conseguir transformar uma actriz tão bela numa Samara tão... peculiar...

terça-feira, janeiro 10, 2006

Na Margem do Rio Piedra

"Nas margens do Rio Piedra eu sentei e chorei. O frio do Inverno fez com que eu sentisse as lágrimas na face, e elas misturam-se com as águas geladas que corriam diante de mim. Em algum lugar, este rio junta-se com outro, depois com outro, até que - distante dos meus olhos e do meu coração - todas estas águas se confundem com o mar. Que as minhas lágrimas corram assim para bem longe, para que o meu amor nunca saiba que um dia chorei por ele. Que as minhas lágrimas corram para bem longe, e então eu esquecerei o Rio Piedra, o mosteiro, a igreja nos Pirinéus, a bruma, os caminhos que percorremos juntos. Eu esquecerei as estradas, as montanhas e os campos dos meus sonhos - sonhos que eram meus, e que eu não conhecia."
Paulo Coelho - "Na Margem do Rio Piedra eu Sentei e Chorei" - 1994

segunda-feira, janeiro 09, 2006

ERRATA

No post anterior onde lê poeta, deve ler-se poetisa. Peço desculpa pelo lapso...

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Diamanda Galás: Orders from the Dead

"She plays the piano like driving rain slapping on concrete and she sings like a demon going to war, a valkyrie scatting, a lizard queen seeking revenge for the dead... She is profound, rigorous, vocally unlimited, terrifying and utterly compelling. To hear her is to have your soul scoured clean".
"The Age Australia" sobre a pianista, cantora, compositora e poeta Diamanda Galás
"My voice was given to me as an instrument of inspiration for my friends and a tool of torture and destruction to my enemies. An instrument of truth" - Diamanda Galás

quarta-feira, janeiro 04, 2006

Banda Sonora de "Brokeback Mountain" e sem Censura!

"Brokeback Mountain". Num país onde os "cowboys" fazem parte do imaginário não só de crianças como também de adultos, Larry McMurtry e Diana Ossana, tiveram a "ousadia" de escrever um guião onde não um, mas dois dos "cowboys" são gays... Como se não bastasse esta "desgraça", eis que o realizador Ang Lee nem é norte-americano para poder salvar a situação do "cataclismo" que se adivinha. Para a maioria das pessoas este é apenas mais um filme, mas quando se fala em norte-americanos, a situação muda de figura. Muito agarrados aos seus costumes, tradicionalistas e conservadores como só eles conseguem ser, ainda o filme era apenas uma ilusão e já rios de tinta tinham sido gastos em escrever sobre o que (muito pouco) se sabia. Porém, não estou aqui para pregar sobre um filme que ainda nem vi. Já ouvi a sua banda sonora e dou-lhe 5 estrelas. A música original de Gustavo Santaolalla transporta-nos facilmente para o oeste americano com melodias suaves e indiscutivelmente "western". Artistas como Willie Nelson, Emmylou Harris ou Teddy Thompson tratam do resto. Esta é uma banda sonora onde não se precisa de ver o filme para se poder apreciar a música.
PS: O que escrevi sobre o filme está entre " pois estava a ser irónico. Só para os leitores mais incautos! Os conservadores que me desculpem...

terça-feira, janeiro 03, 2006

2006

FELIZ ANO NOVO!
Que neste ano todos consigam realizar os vossos sonhos e conquistar todos os vossos objectivos.
PEACE
\/

quinta-feira, dezembro 29, 2005

O Aroma e o Paladar como Relação Sexual

"Era como se, por um estranho fenómeno de alquimia, não apenas o sangue de Tita mas todo o seu ser se tivesse dissolvido no Molho de Rosas, para dentro das codornizes, em cada um dos aromas do prato. Dessa maneira penetrou ela no corpo de Pedro, voluptuosa, aromática, calorosa e totalmente sensual. Era como se tivessem encontrado um novo código de comunicação em que Tita era o emissor Pedro, o receptor, e Gertrudis a felizarda em quem se sintetizava esta relação sexual através da comida".
Laura Esquivel - "Como Água Para Chocolate", um livro que aconselho vivamente.

terça-feira, dezembro 27, 2005

"Uma Temporada no Inferno"

"A violência da peçonha contorce-me os membros, torna-me disforme, atira-me por terra. Morro de sede, sufoco, não consigo gritar. É o inferno, a pena eterna! Vede como as labaredas crescem! Ardo como devia. Vá demónio!"
Arthur Rimbaud

segunda-feira, dezembro 26, 2005

Michael Nyman: The Very Best

"The very best of Michael Nyman" não é uma pérola mas sim duas pérolas pois os discos são dois. Uma colectânea altamente recomendada para os amantes da música deste compositor e para os que ainda não possuem os ouvidos bem exercitados na sua música. São 21 anos de trabalho retratados em 39 músicas que muito pouca gente irá desiludir...

sexta-feira, dezembro 23, 2005

Feliz Natal

Desejo a todos um feliz Natal, com muita paz, amor e prendas no sapatinho!

ps: esta foi a melhor foto de Natal que arranjei...


quarta-feira, dezembro 21, 2005

Koyaanisqatsi

Ko.yaa.nis.qatsi (da linguagem Hopi); nº1: crazy life; nº2: life in tumoil; nº3: life in desintegrating; nº4: life out of balance; nº5: a state of life that calls for another way of living.

O "argumento" proveio das profecias Hopi, as imagens de Godfrey Reggio e a música de Philip Glass. Nunca tive o prazer de ver e ouvir um filme em que o "casamento" imagem/música fosse tão perfeito. Um verdadeiro deleito para o olhos e para os ouvidos. As profecias, sem qualquer tipo de "santificação", estão mais do que actuais à vida quotidiana.

segunda-feira, dezembro 19, 2005

Le Mépris

CAMILLE: You like all of me? My mouth? My eyes? My nose? And my ears?
PAUL: Yes, all of you.
CAMILLE: Then you love me... totally?
PAUL: Yes. Totally... tenderly... tragically...
post dedicado com especial carinho à minha amiga SGC, pois quanto me pareceu, ela adorou este filme.

domingo, dezembro 18, 2005

A Arte

"A Arte é uma mentira que nos faz ver a verdade"
Pablo Picasso

sábado, dezembro 17, 2005

Madonna: Regresso ao Passado

Com "Confessions on a Dance Floor", Madonna regressou aos anos 70 e ao tempo do disco sound. Um álbum concebido para as pistas de dança, sem baladinhas sem alusões ao rock e sem paragens. Doze musicas como se de uma se tratasse. 56 minutos para abanar a anca ou bater o pézinho (para os mais envergonhados) sem parar.

quinta-feira, dezembro 15, 2005

Dogma 95: O Voto de Castidade

"I swear to submit to the following set of rules drawn up and confirmed by Dogme 95:
01: Shooting must be done on location. Props and sets must not be brought in. (If a particular prop is necessary for the story, a location must be chosen where this prop is to be found).
02: The sound must never be produced apart from the images or vice-versa. (Music must not be used unless it occurs where the scene is being shot).
03: The camera must be hand-held. Any movement or immobility attainable in the hand is permitted. (The film must not take place where the camera is standing; shooting must take place where the film takes place).
04: The film must be in colour. Special lighting is not acceptable. (If there is too litle light for exposure the scene must be cut or a simple lamp be attached to the camera).
05: Optical work and filters are forbidden.
06: The film must not contain superficial action.
07: Temporal and geographical alienation are forbidden. (That is to say that the film takes place here and now).
08: Genre movies are not acceptable.
09: The film format must be Academy 35mm.
10: The director must not be credited.
Furthermore I swear as a director to refrain from personal taste! I am no longer an artist. I swear to refrain from creating "work", as I regard the instant as more important than the whole. My supreme goal is to force the truth out of my characters and settings. I swear to do so by all the means available and at cost of any good taste and aesthetic considerations.
Thus I make my vow of chastidy.
On behalf of Dogme 95".
Este é o voto de castidade que os realizadores fazem antes de começarem a gravar um filme "Dogma". Se está a pensar em realizar um, não o esqueça. Afinal, Portugal ainda não figura na lista...

terça-feira, dezembro 13, 2005

Dogma 95: Os 10 Mandamentos

O Dogme 95 foi formado por Lars Von Trier, Thomas Vinterberg, Christian Levring e Soren Kraghjacobsen em Copenhaga na primavera de 1995. O manifesto foi escrito pelos dois primeiros. Os requisitos formais têm influência directa na substância dos filmes que possam vir a receber o certificado do Dogma 95, portanto contém exigências muito particulares que se agrupam numa espécie de 10 mandamentos. Aqui estão eles:
01: Não filmar em estúdio.
02: Não usar adereços de cena.
03: Não gravar som separado da imagem.
04: Não colocar a câmera num suporte.
05: Filmar em cor sem utilização de iluminação especial, sem filtros ou tratamento óptico.
06: Sem acção superfícial (homicídios, armas, etc).
07: Filmar no tempo presente (sem alienação geográfica ou temporal).
08: Estão proibidos os filmes de género.
09: O formato do filme é Academia 35mm (o formato clássico).
10: O realizador não pode ser creditado.
O primeiro filme a receber o "certificado de aprovação" foi "A Festa" (1998) de Thomas Vinterberg, exibido em Cannes ao lado de "Os Idiotas" (1998) de Lars Von Trier, também este possuidor do título. Estes dois filmes aparecem referenciados, respectivamente, como: "Dogme#1: Festen" e "Dogme#2: Idioterne". Soren Kraghjacobsen também (não) assinou "Dogme#3: Mifunes Sidste Sang" (1998), assim como Kristian Levring "Dogme#4: The King is Alive" (2000).

sábado, dezembro 10, 2005

sexta-feira, dezembro 09, 2005

Pagan Poetry


"Pedalling throught the dark currents, I find an accurate copy, a blueprint, of the pleasure in me
Swirling black lillies totally ripe
He offers a handshake, crooked five fingers, form a pattern, yet to be matched
Swirling black lillies totally ripe
A secred code carved, in a palm of fingers, form a pattern, yet to be matched
Swirling black lillies totally ripe
Morsecoding signals, pulsate, wake me up, from hibernate
On the surface simplicity, but the darkest pit in me, is pagan poetry, pagan poetry

(c) Björk

quinta-feira, dezembro 08, 2005

Einstein on the Beach


"In Paris there a number of young men who are very beautiful, very charming and very lovable. Paris is call the city of lights, but this young men who are very beautiful, very charming and very lovable prefer the darkness for their social activities. One of the most beautiful streets of Paris is call Les Champs Elysées, witch means The Elysian Fields. It is very pleasant to look at. One of the most beautiful things in Paris is a lady. It's very, very, very pleasant to look at. When a gentlemen contemplates a lady of Paris, the gentleman have to exclaim; "oh lá lá!". For the ladies of Paris are very charming, and the ladies of Paris are dedicated to the classic decoration express in the words "l'amour, toujours l'amour"! A russian man once said that the eyes of a parish lady intoxicating as a good wine and their burning kisses are capable to melting the gold of the men thefts. In Germany, in Italy, in Congo, in China and in the United States of America, there are men who say: "If you never been kissed by a lady of Paris, you never been kissed at all".
(c) Philip Glass and Robert Wilson

quarta-feira, dezembro 07, 2005

Dalai Lama

"Quando morremos, nada pode ser levado connosco, com a excepção das sementes lançadas por nosso trabalho e do nosso conhecimento".
Sua Santidade Dalai-Lama

terça-feira, dezembro 06, 2005

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Philip Glass e o Minimalismo

Philip Glass é um compositor classificado como minimalista tal como Steve Reich ou Terry Rilley. A sua música baseia-se na repetição (por vezes extensa) de uma determinada parte da partitura. À parte dessa repetição encontram-se fragmentos elegantes e melódicos. Ouvir uma música de Glass é como estar a estudar uma pintura; no início parece estar estática mas, ao concentrarmo-nos nela, verificamos transformações, movimentos e metamorfoses. É claro que uma pintura não se movimenta (literalmente) mas a música de Glass estende-se, rodeia-nos, revolta-se e desenvolve-se. As suas músicas mais on the clock são bastante ritmadas e por vezes até agressivas; são como uma marcação que deseja, primeiro quebrar, e depois ultrapassar as barreiras musicais impostas.
E hoje? Segundo se consta o minimalismo está a morrer. Glass que sempre foi e continua a ser um compositor inovador (basta pensarmos na sua ópera digital apresentada em 3 dimensões), o fantasma do desaparecimento do minimalismo não parece o preocupar. Ele mesmo classifica a sua música como "música com estruturas repetitivas". Basta ouvirmos um dos seus últimos trabalhos, "Orion" para compreendermos isso. Se é diferente de "Music With Changing Parts" ou de "Einstein on the Beach", também temos de compreender que já não nos encontramos nos anos 60 ou 70 e que tudo, até mesmo a música, progride.

domingo, dezembro 04, 2005

will drive you mad...

Roxanne
You don't have to put on that red light
Walk the streets for money
You don't care if it's wrong or if it is right
Roxanne
You don't have to wear that dress tonight
Roxanne
You don't have to sell your body to the night
His eyes upon your face
His hand upon your hand
His lips caress your skin
It's more than I can stand
Roxanne
Why does my heart cry?
Roxanne
Feelings I can't fight
You're free to leave me
Just don't deceive me
And please believe me
When I say, I love you
Give you your time
To do what you're saying
And if you have to
And if he has to,
I won't blame you
En el alma se fue
Se me el fue el corazon
Ya no puedo mas vivir
Porque no te puedo convencer
Que no te vendas Roxanne
Roxanne
Why does my heart cry?
Roxanne
Feelings I can't fight
Roxanne
You don't have to put on that red light
Roxanne
You don't have to wear that dress tonight
Roxanne...

sábado, dezembro 03, 2005

Ajudem a combater o cancro da mama


Ajudem a combater o cancro da mama gratuitamente.
Ofereçam esperança a milhares de mulheres sem recursos.
Basta irem ao site http://www.thebreastcancersite.com, se inscreverem e clicar em "Fund Free Mammograms". Diariamente ou semanalmente (como preferirem), eles enviar-vos-ão para o vosso e-mail um "reminder" para visitarem o site e, quem sabe, salvar mais uma mulher desta doença.
É grátis e além destes "reminders" não vos será enviado qualquer espécie de publicidade.
Quantas mais vezes clicarem em "Fund Free Mammograms" (um clique por visita) mais mulheres podem ter acesso gratuitamente a mamografias.

sexta-feira, dezembro 02, 2005

Je ne vous oblie pas

Dans mes absences, parfois, sans doute
J'aurais pu m'éloigner
Comme si j'avais perdu ma route
Comme si j'avais changé

Alors j'ai quelques mots tendresse
Juste pour le dire

Je ne vous oublie pas, non, jamais
Vous êtes au creux de moi
Dans ma vie, dans tout ce que je fait

Mes premieres amours
Mes premieres rêves sont venus avec vous
C'est notre histoire à nous

Je ne vous oublie pas, non, jamais
Vous savez tant de moi
De ma vie, de tout ce que j'en fait

Alors mes bonheurs, mes déchirures se partagent avec vous
C'est notre histoire à nous
Je ne vous oublie pas

Parce que le temps peut mettre en cage
Nos rêves et nos envies
Je fais ma choix et mes voyages
Parfois j'en paye le prix
La vie me sourie ou me blesse
Quelle que soit ma vie

Je ne vous oublie pas, non, jamais
Vous êtes au creux de moi
Dans ma vie, dans tout ce que je fait

Mes premiers amours
Mes premiers rêves sont venus avec vous
C'est notre histoire à nous

Je ne vous oublie pas

Même à l'autre bout de la Terre
Je continue mon histoire avec vous

Je ne vous oublie pas, non, jamais
Vous êtes au creux de moi
De ma vie de tout ce que je fais
Mes premiers amours
Mes premiers rêves sont venu avec vous
C'est notre histoire à nous

Je ne vous oublie pas, non, jamais
Vous savez tant de moi
De ma vie, de tout ce que j'en fait

Alors mes bonheurs, mes déchirures se partagent avec vous
C'est notre histoire à nous
Je ne vous oublie pas
Je ne vous oublie pas...

quarta-feira, novembro 30, 2005

Curiosidades sobre "O Projecto de Blair Witch"


Sabiam que...
- Este filme custou apenas 25 mil dólares e ganhou 140 milhões de dólares...

- Quem entrevistou a maior parte dos habitantes de Burkittsville foram os realizadores, daí os actores quase nunca aparecerem...

-Uma das entrevistadas é Sandra Sánchez, irmã do realizador Eduardo Sánchez...

- Ainda existem pessoas que acreditam que este filme é um documentário real...

- A "bíblia" do cinema: IMDb também acreditou que o documentário era real antes da sua estreia...

- Muitos espectadores queixaram-se devido às nauseas que o filme causou devido aos movimentos bruscos da câmera...

- Durante as gravações os três actores acreditavam que a bruxa Blair tinha mesmo existido...

- A gravação do filme fez-se em oito dias...

- A palavra "fuck" é dita 133 vezes no filme...

- As imagens dos três estudantes com a palavra "missig" estiveram espalhadas por Cannes enquanto os aguardavam para o festival...

Quem souber mais qualquer coisita... É só dizer!

Quem tem medo da bruxa Blair?

"Em Outubro de 1994, três estudantes de cinema desapareceram na floresta próxima de Burkittsville, Maryland, enquanto rodavam um documentário.Um ano depois o material foi encontrado."
Esta é a premissa e o texto que abre o filme "O Projecto Blair Witch". É difícil não sentir uma certa simpatia por este projecto que custou apenas 25 mil dólares e rendeu cerca de 140 milhões. Tudo começou com uma gigantesca campanha de marketing. Na internet surgiu um sem número de páginas com os rostos dos três actores principais com a palavra "missing". Outro sem número de páginas decretavam que este filme era real e que todas as situações são reais. Quando se perguntou porque razão é que só em 1997 é que este projecto teve início (afinal as gravações foram encontradas em 1995), depressa surgiu uma resposta: a mãe de Heather (de nome Angie Donahue) só cedeu o material à Haxan Films dois anos depois e após uma complicada investigação por parte de Daniel Myrick e Eduardo Sanchéz (os criadores do documentário sobre o documentário)... Subtil... Nas vésperas da estreia do filme, foi apresentado na TV nacional norte americana, um documentário sobre os três estudantes; Heather Donahue, Michael Williams e Joshua Leonard. Antigos colegas e professores realçaram as características dos três desaparecidos.
Muito se escreveu sobre este filme devido ao facto de "meter medo" mostrando muito pouco ou quase nada. A ideia foi boa mas o desenvolvimento do filme não é nada satisfatória. O tom de realismo na representação (que existe no início do filme, pois a partir do meio não existe representação mas sim histerismo) obteve-se através do improviso dos actores sobre linhas pré-defínidas. Os diálogos parecem reais? Claro que sim, eles nunca foram escritos! O mesmo aconteceria se filmássemos um grupo de amigos na praia... "Vejam, eles estão MESMO na praia e estão MESMO a dar uns mergulhos!", diriam.
Acham o filme original? Desculpe discordar de quem pense que sim... Após um século de cinema este filme pouco tem de originalidade. A receita foi retirada de outros dois filmes também "reais". Falo de "Holocausto Canibal" realizado em 1979 pelo italiano Ruggero Deodato e de "Chez Arrivez Près de Chez Vous" (em português, "Pequeno Manual para Crimes Banais") realizado em 1992 pelos belgas Rémy Belvaux, André Bonzel e Benoît Poelvoorde.
O primeiro desenrola-se na Amazónia onde a equipa de documentaristas é raptada por uma tribo de canibais e o segundo segue o percurso de um assassino em série em acção. "Holocausto Canibal" chocou imensa gente (estava-se em 1979, entanda-se, e Deodato até conseguiu enganar os jornalistas) ao ver os documentaristas a tornarem-se verdadeiras iguarias para os canibais. Claro que em certas partes existem "cortes" e a pelicula já não se encontrava "em bom estado de conservação" pois as imagens foram vendidas ao relizador por um projeccionista que quiz sempre manter o anonimato. Estes "cortes" e "pelicula em mau estado" não existe em "O Projecto de Blair Witch"... Em contrapartida existem imagens desfocadas e câmaras embaciadas...
Existem também semelhanças com o filmes belga. Três estudantes: um realizador, um cameraman e um encarregue da sonoplastia. Um cenário bastante semelhante: um edifício abandonado. Uma cena semelhante: uma correria (segundo o ponto de vista de quem filma) por umas escadas poeirentas abaixo.
Destes três filmes penso que "Pequeno Manual para Crimes Banais" fica a ganhar: o tom de documentário é o veículo do filme e não o fim. O plano final dos três filmes é igual (era impossível ser de outra forma): a última pessoa a ser eliminada é quem tem a câmara na mão.
Após eu ter estudado todos estes pontos; o que existe a acrescentar ao "O Projecto de Blair Witch"? Gritos, escuridão, câmaras muito agitadas e pouco mais...
Curiosidades sobre este filme "real" ficam para o próximo "post"!

terça-feira, novembro 29, 2005

O Grito

"O Grito" deve ser a obra mais conhecida do pintor Edvard Munch. Mais conhecida e certamente a mais discutida, estudada e controversa. As suas cores primárias e fortes chamam logo a atenção. Se alguém dispuser de tempo e atenção para estudar esta obra, quase consegue ouvir o terrível grito. O personagem central encontra-se parado, com as mãos no rosto e a olhar para algo que o faz soltar um dos mais angustiados gritos que é conhecido na história da pintura. As pinceladas irregulares dão-nos a ideia da expansão desse grito que termina por abranger toda a obra. Talvez seja esse abrangimento total da tela com um pavoroso grito que torna esta obra tão mórbida mas ao mesmo tempo tão enigmática e cativante.

domingo, novembro 27, 2005

Desvendar Mulholland Dr.

Muito boa gente se lamentou por não compreender o fantástico filme "Mulholland Dr". David Lynch resolveu então dar 10 pistas que "ajudam" a elucidar o filme. Aqui estão:
01: Antenção ao início do filme. Pelo menos duas pistas são reveladas antes do início.
02: Atenção às sombras da lâmpada vermelha.
03: Consegue ouvir o título do filme para o qual Adam Keshler está a fazer audições? Volta a ser mencionado?
04: Um acidente é um acontecimento terrível... Preste atenção ao local do acidente.
05: Quem entrega uma chave e porquê?
06: Repare no vestido, no cinzeiro e na chávena de café.
07: O que sente, acontece e se reúne no clube "Silêncio"?
08: Apenas o talento ajudou Camilla?
09: Repare no que acontece em torno do homem que está nas traseiras do "Winkies".
10: Onde está a tia Ruth?

sexta-feira, novembro 25, 2005

Carta de Mrs. Woolf para Mr. Woolf

"Meu muito querido:
Tenho a certeza de que estou novamente a enlouquecer: sinto que não posso suportar outros desses terríveis períodos. E desta vez não me restabelecerei. Começo a ouvir vozes e não me consigo concentrar. Por isso vou fazer o que me parece ser o melhor. Deste-me a maior felicidade possível. Foste em todos os sentidos tudo o que qualquer pessoa podia ser. Não creio que duas pessoas pudessem ter sido mais felizes até surgir esta terrível doença. Não posso mais lutar contra ela, sei que estou a destruir a tua vida, que sem mim poderias trabalhar. E trabalharás, eu sei. Como vês, nem isto consigo escrever como deve ser. Não consigo ler. O que quero dizer é que te devo toda a felicidade da minha vida. Foste inteiramente paciente comigo e incrivelmente bom. Quero dizer isto - toda a gente o sabe. Se alguém me pudesse ter salvo, esse alguém terias sido tu. Perdi tudo menos a certeza da tua bondade. Não posso continuar a estragar a tua vida. Não creio que duas pessoas pudessem ter sido mais felizes do que nós fomos.
Virginia"

Esta foi a carta que, segundo a autobiografia de Leonard Woolf, Virginia Woolf lhe deixou antes do seu suicídio.

quarta-feira, novembro 23, 2005

As Horas

Richard: "Não sei se posso enfrentar isto. A festa e a cerimónia, sabes, e depois a hora a seguir, e a outra depois dessa."
Clarissa: "Não tens de ir à festa. Não tens de ir à cerimónia. Não tens de fazer nada, absolutamente nada."
Richard: Mas ainda há as horas, não é verdade? Uma e depois outra, e nós suportamo-las todas e depois, Meu Deus, há mais outra."

Michael Cunningham; "The Hours"

terça-feira, novembro 22, 2005

Uma Caminhada pelo Louvre

Enquanto a minha visita à cidade-luz, uma paragem é obrigatória para qualquer estudante de arte. Refiro-me evidentemente ao Louvre, um dos maiores museus da Europa. Durante a visita fui apreendendo algumas curiosidades que penso serem interessantes serem reveladas.
Por exemplo, se percorrermos a pé todo o perímetro do edifício, a caminhada é de quatro quilómetros e meio. Se pararmos em frente de todas as peças lá expostas durante um minuto, levamos quatro meses para chegar à última obra.
Uma das entradas é através da neo-moderna pirâmide de vidro. Esta obra (muito contestada na época e ainda hoje) foi concebida pelo arquitecto I. M. Pei. A pirâmide tem quase 22 metros de altura e possui exactamente 666 painéis de vidro.
Após a publicação dos livros "O Segredo dos Templários" e "O Código DaVinci" que a procura da Mona Lisa subiu consideravelmente. De tal forma que por todo o edifício podemos encontrar setas com a foto da referida obra a indicar o trajecto até à sala onde este famoso quadro se encontra.
PS: Uma pequena advertência a quem ainda não visitou o Louvre; levem sapatos muito usados e já bem moldados aos vossos pés. Senhoras; sapatos de salto alto não são aconselhados. Fumadores; força na nicotina enquanto compram os bilhetes. Se desejarem tirar fotos, não são aconselhados flashes (a alternativa é o telemovel e mesmo assim fui apanhado pelos seguranças três vezes ao tirar fotos para uma amiga). Não pensem que irão apreciar razoavelmente a Mona Lisa. Na realidade, devido ao diminuto tamanho da obra e à quase obscena distância "de segurança", apenas se visualiza bem a moldura.
O Louvre é uma paragem obrigatória.

segunda-feira, novembro 21, 2005

Palavras de Leila Míccolis

"Eu não tenho vergonha de dizer palavrões.
As mentiras usuais que nos fodem subtilmente,
essas sim são imorais, essas sim são indecentes."
Leila Míccolis

Memórias de Eugene Morris Jerome

Kate (mãe): I need bread.
Eugene (filho adolescente): What?
Kate: I don't have enough bread. Run over to Greenblatt's and get me a fresh rye bread.
Eugene: Again? I just came back from Greenblatt's.
Kate: So you'll go again.
Eugene: I'm always go to the store. When I grow up that's all I'll be trained to do, go to the store.
Kate: You don't want to go...? Never mind, I'll go!
Eugene: Don't to that! Don't make me feel guilty. I'll go.
Kate: And get a quarter pound of butter.
Eugene: I bought a quarter pound of butter this morning. Why don't you buy a half pound at a time?
Kate: And suppose the house burned down this afternoon! Why do I need an extra quarter pound of butter?
Eugene: If my mom taught logic in high school, this would be a weird country...

sábado, novembro 19, 2005

Recordações Cinematográficas...

Título do primeiro filme português: "Saída do Pessoal Operário da Fábrica Confiança"
Realizador: Aurélio da Paz dos Reis
Duração: 1 minuto (aproximadamente)
Ano: 1896
Preço do bilhete da primeira projecção: 50 centavos
Preço de venda ao público de um cinematógrafo em 1896: 1500 francos
Duração média de um filme em 1896: 1 minuto
Duração média de um filme em 1910: 15 minutos
Número de filmes produzidos pelos irmãos Pathé entre 1896 e 1904: 1000 (o que fez deles os primeiros produtores do mundo)
Número de filmes rodados por Méliès em 1896: 80 (de 1 a 2 minutos cada)
Primeira longa metragem de ficção: "The Story of the Kelly Gang" (1906)
Primeiro filme reconhecido como obra de arte: "L'Assassinat du Duc de Guise" (1908)
Maior orçamento até 1909: 30 000 dólares (para uma versão australiana de Napoleão)

sexta-feira, novembro 18, 2005

Michael Nyman e eu, Diamanda Galás e eu...

Estou zangado!
Porque não moro mais para o centro do país em vez de aos pés de Lisboa plantado? Este ano já perdi dois espectáculos que ocorreram no Porto. O primeiro foi o de Diamanda Galás na Casa da Música... "Existirão outras oportunidades", pensei. Hoje vou perder outro... Michael Nyman a executar a música que ele compôs para o filme mudo made in União Soviética, "Man With a Movie Camera". Esta sensação de perda apagar-se-á se eu der a mim mesmo umas palmadinhas nas costas e disser: "existirão outras oportunidades?"...
Ainda estou à espera de me ver a perder um espectáculo de Philip Glass...
Não, isso não! Já perdi a ópera "White Raven" na Expo 98, mas isso foi apenas um pequeno deslize... Nem que ele vá à mais recôndita terrinha em Trás-os-Montes, eu estarei lá! Algo me diz que não serei o único...

quinta-feira, novembro 17, 2005

Salvador Dalí

Salvador Dalí é um dos meus pintores favoritos. Podem adorar ou odiar mas ninguém lhe fica indiferente. O surrealismo é levado até às ultimas consequências nas suas obras. Desde "Sonho Causado Pelo Voo de uma Abelha à Volta de uma Romã um Segundo Antes de Acordar" (1944) até à "A Ultima Ceia" (1955) que decorre num ambiente futurista e onde todos os apóstolos têm a face oculta, Dalí sabia como apreender a atenção às suas obras. Porém, o quadro mais famoso é talvez "A Persistência da Memória" (1931), representado ao lado, que na realidade é um dos seus quadros mais pequenos (24x33 cm). A paisagem é fácil de identifícar: trata-se indiscutivelmente de um hino à sua terra natal; Figueras. Mas o que desperta mais atenção é a flacidez dos relógios dependurados e da própria figura de Dalí no chão. Todas estas "deformações" talvez demonstrem a preocupação humana relativamente ao tempo e ao espaço (logo relacionados com a memória). Gala previu que quem visse este quadro jamais o esqueceria. De facto o êxito foi tal que, muito mais tarde, Dalí regressou ao tema da memória com mais duas pinturas: "Desintegração da Persistência da Memória" e "Relógio Mole no Momento da Sua Primeira Explosão", ambos datados de 1954.

"Todas as manhãs, quando acordo, eu experimento uma excepcional alegria - alegria de ser Salvador Dalí - e de súbito me pergunto: que coisas maravilhosas vai este Salvador Dalí aprontar hoje?". - Salvador Dalí