sábado, maio 31, 2008

Óleo Sobre Tela (XV)

"Viajante junto ao Mar de Neblina"
de Casper David Friedrich
(1818)

segunda-feira, maio 26, 2008

O Sr. Lynch... Again and Again and... Again!

Dia 29, quinta-feira, 21h30, Auditório Municipal Augusto Cabrita, Barreiro...

"Eraserhead - No Céu Tudo É Perfeito"

Pela primeira vez vou assistir a esta obra do Sr. Lynch no grande ecrã.

terça-feira, maio 20, 2008

"Porém já cinco sóis eram passados
Que dali nos partíramos, cortando
Os mares nunca de outrem navegados,
Pròsperamente os ventos assoprando,
Quando ira noite, estando descuidados
Na cortadora proa vigiando,
Ũa nuvem, que os ares escurece,
Sobre nossas cabeças aparece.

Tão temerosa vinha e carregada,
Que pôs nos corações um grande medo.
Bramindo, o negro mar de lomge brada,
Como se desse em vão nalgum rochedo.
- «Ó Potestade - disse - sublimada,
Que ameaço divino ou que segredo
Este clima e este mar nos apresenta,
Que mor cousa parece que tormenta?»

Não acabavan quando ũa figura
Se nos mostra no ar, robusta e válida,
De disforme e grandíssima estatura,
O rosto carregado, a barba esquálida,
Os olhos encovados, e a postura
Medonha e má, e a cor terrena e pálida,
Cheios de terra e crespos os cabelos,
A boca negra, os dentes amarelos.

Tão grande era de membros, que bem posso
Certificar-me que este era o segundo
De Rodes estranhíssimo Colosso,
Que um dos sete milagres foi do mundo.
C'um tom de voz nos fala horrendo e grosso,
Que pareceu sair do mar profundo.
Arrepiam-se as carnes e o cabelo
A mim e a todos, só de ouvi-lo e vê-lo."

Texto: "Os Lusíadas", Canto V, 37-40 de Luís de Camões
Imagem: "Colossus" de Goya

sexta-feira, maio 16, 2008

A Não Perder...

Peter Greenaway. Este nome é por si só sinónimo de ida obrigatória ao cinema.
Estreou no passado dia 7 "A Ronda da Noite", a mais recente obra deste realizador britânico. Nesta obra, Greenaway dá a sua visão muito pessoal sobre o quadro "A Ronda da Noite" de Rembrandt. Não podemos esquecer que o realizador é também um pintor, logo não é um leigo no campo pictórico. Podemos discordar da tese apresentada no filme sobre "A Ronda da Noite" (ou, «j'accuse de Rembrandt», como Greenaway a apelidou) mas o filme... esse é belíssimo.
Aliás, outra coisa não se pode esperar de Peter Greenaway...



terça-feira, maio 13, 2008

MiNiMaL aRt (VI)

"Beer Can Penis" de Sarah Lucas
(1999)

sexta-feira, maio 09, 2008

À Conversa Com... Paula Rego

Paula Rego explica-nos o seu tríptico "Vanitas". Esta obra teve como ponto de partida um conto de Almeida Faria e encontra-se na Fundação Calouste Gulbenkian.


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Para quem não se encontra familiarizado com a linguagem artística, vanitas é um conceito que provém do latim e que significa "vaidade" ou "vazio", é uma natureza-morta na qual uma série de objectos simboliza a mortalidade do ser humano e a transitoriedade das conquistas e dos prazeres terrenos.

video

(Insisto: Very good Mrs. Rego! Very good indeed!)

terça-feira, maio 06, 2008

"À La Mer" (REDUX)

"Les cheveux épars, les sens foudroyés, je remonte dans le temps recherchant les empreintes de tes pieds. Une voix traînante, imprégnée de lumière, me dit que des gens sont morts lors des guerres des colonies. Des bateaux sur la mer et des mères qui pleuraient, voilà les lambeaux d' un passé tristement oubliés, pour des rêves sans lendemain, des chimères illusoires, des fantômes ahuris par leurs propres phantasmes. Sous un soleil de plomb, tes lèvres du Maghreb, ta peau mâte, m' ensorcellent paisiblement, à tout jamais, sous les miroitements de l' eau qui frétille, sous ce vent enragé par des amours contrariés.Assise sur un rocher, les pieds dans le sable, c' est la mer qui divague, avec ses vagues insolentes, qui me narguent, riantes, sous les lambeaux du passé."

Texto: Claudia
Imagem: Fotograma de "Sous le Sable"

sexta-feira, maio 02, 2008

Cahiers Du Cinéma Portugais (III)

"A Mulher Que Acreditava Ser
Presidente dos Estados Unidos da América"
de João Botelho
(2003)
video
Muitos críticos de cinema afirmaram que o filme "A Bomba" (2002) de Leonel Vieira tinha tanta piada como um pingo de solda num olho. Pois "A Mulher Que Acreditava Ser Presidente Dos Estados Unidos Da América" encontra-se no mesmo patamar. Porém, uma frase proferida pela presidente (Alexandra Lencastre), salva o filme da catástofe total:

"Eu sou a presidente dos Estados Unidos da América, posso fazer o que quiser!"

Digam lá se João Botelho não conseguiu reproduzir na perfeição o ego dos presidentes norte-americanos...