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quinta-feira, março 24, 2011

A Knee Play


The day with its cares and perplexities is ended and the night is now upon us.
The night should be a time of peace and tranquility, a time to relax and be calm.
We have need of a soothing story to banish the disturbing thoughts of the day,
to set at rest our troubled minds, and put at ease our ruffled spirits.

And what sort of story shall we hear ?
Ah, it will be a familiar story, a story that is so very, very old,
and yet it is so new. It is the old, old story of love.

Two lovers sat on a park bench with their bodies
touching each other, holding hands in the moonlight.

There was silence between them.
So profound was their love for each other,
they needed no words to express it.
And so they sat in silence, on a park bench,
with their bodies touching,
holding hands in the moonlight.


Finally she spoke.
"Do you love me, John ?" she asked.
"You know I love you, darling." he replied.
"I love you more than tongue can tell.
You are the light of my life.
My sun. Moon and stars.
You are my everything.
Without you I have no reason for being."

Again there was silence as the two lovers sat on a park bench,
their bodies touching, holding hands in the moonlight.
Once more she spoke. "How much do you love me, John ?" she asked.
He answered : "How much do I love you ? Count the stars in the sky.
Measure the waters of the oceans with a teaspoon.
Number the grains of sand on the sea shore. Impossible, you say."

"Yes and it is just as impossible for me to say how much I love you."

"My love for you is higher than the heavens, deeper than Hades,
and broader than the earth. It has no limits, no bounds.
Everything must have an ending except my love for you."

There was more of silence as the two lovers sat
on a park bench with their bodies touching, holding hands in the moonlight.

Once more her voice was heard.
"Kiss me, John" she implored.
And leaning over, he pressed his lips
warmly to hers in fervent osculation...

Letra: "Knee Play 5" de "Einstein on the Beach" de Philip Glass e Robert Wilson
Música: Philip Glass

quarta-feira, outubro 28, 2009

Do You Dance?

Philip Glass Dance IX de "In The Upper Room"

Este é um pequeno excerto do ballet cuja música foi composta por Philip Glass. Procurei tentar saber qual é o corpo de ballet que dança neste vídeo mas as minhas persquisas foram infrutíferas. Aqui ficam os créditos aos bailarinos.
Quem desejar ouvir esta obra de Philip Glass, poderá escolher entre dois álbuns. No primeiro, o Dancepieces, a obra encontra-se incompleta, onde se pode ouvir apenas as danças número I, II, V, VIII e IX em conjunto com as composições "Rubrics", "Facades" e "Funeral" da ópera Akhnaten.
No segundo álbum a obra encontra-se completa, mas sem os sintetizadores(!). A editora do álbum (a Orange, ou seja, a editora que mais divulga a obra de Philip Glass), justificou esta «ligeira modificação», com o facto de dar à obra uma música mais ensemble, ou seja, «apropriada»(?) para uma obra dançante.

Para quando um disco com a obra completa e exactamente como foi escrita pelo seu autor? Aguardemos...

sábado, abril 26, 2008

Sounds N' Musics

Este disco teve início quando o Teatro alla Scala (Milão) encomendou uma ópera-ballet infantil. Esta encomenda juntou dois grandes artistas: o compositor Philip Glass e o designer, ilustrador e escritor Beni Montresor (falecido em 2001 e a quem esta obra é dedicada).
Beni Montresor escreveu a história e o libretto da ópera e Philip Glass orquestrou-a. "Le Streghe di Venezia"; "The Witches of Venice" ou "As Bruxas de Veneza" em português, é o título desta obra que conta a história do Plant-Boy, um menino que busca uma amiga semelhante a ele, numa Veneza povoada por fadas, bruxas e monstros.
É interessante verificar como Philip Glass deu corpo instrumental a esta história. O compositor compôs musicas criativas e canções memoráveis que captam toda a dimensão fantástica da história de Beni Montresor.
Este disco, editado em "hard cover", traz consigo a história e o libretto da ópera e as ilustrações de Beni Montresor. Uma obra fundamental.


1. The Lagoon
2. The Philosophers Have Arrived
3. No Solution
4. The Fairies
5. "Life Is Hard"
6. "I'm Not a Fool"
7. The Plant Boy's Song
8. The Witches Rush In
9. The Wind Blows
10. The Witches Palace
11. Inside the Palace
12. Ghosts and Skeletons!
13. The Ogre
14. Ogre's Song
15. Plant-Boy Flees
16. Dance of the Witches
17. Witch Mother
18. Gondolas Bringing Guests
19. "Away Pigeon, Away"
20. Plant-Boy's Tears
21. In the Chandelier
22. Glorious Escape!
23. A Happy Ending
24. Life Is Hard, A Good Red Wine

quinta-feira, junho 14, 2007

Hey, Mr. Glass...

Causa:

Efeito:

Mr. Glass:
I'm waiting for you!
'Till June 23...

sexta-feira, abril 27, 2007

Títulos Da Minha Videoteca Privada - V

Vida Fora de Equilíbrio:

Título: Koyaanisqatsi
Ano: EUA, 1982
Realização: Godfrey Regio
Música: Philip Glass
Edição em DVD: Twentieth Century Fox



Vida em Transformação:

Título: Powaqqatsi
Ano: EUA, 1988
Realização: Godfrey Regio
Música: Philip Glass
Edição em DVD: Twentieth Century Fox

Guerra como Vida:

Título: Naqoyqatsi
Ano: EUA, 2002
Realização: Godfrey Regio
Música: Philip Glass
Edição em DVD: Lusomundo



Uma trilogia bela e profética.
Urgente.
Obrigatória.




Bandas Sonoras:

domingo, abril 01, 2007

Allen Ginsberg: Sex, Drugs and Literature

O poeta maldito Allen Ginsberg (1926-1997), escreveu o poema político "The Ballad of the Skeletons". O compositor Philip Glass atribuiu-lhe a alma musical. Paul McCartney foi um dos poucos músicos residentes na gravação e posterior divulgação desta obra. Este é o vídeo (com a versão "clean") do lendário "The Ballad of the Skeletons", realizado por Gus Van Sant.

quinta-feira, março 15, 2007

"I Don't Think Two People Could Have Been Happier Than We Have Been..."

To my friend Clarissa...
com a excepcional música de Philip Glass

terça-feira, janeiro 16, 2007

Early Music

Aprecio bastante a música do compositor minimalista Philip Glass. Fiquei bastante surpreendido ao encontrar no «Youtube» este vídeo com um dos seus primeiros êxitos. Trata-se da peça "1+1" executada aqui por Joseph Gramley. Espero que apreciem embora pessoalmente tenha predilecção pelo desemprenho desta obra pelo fantástico interprete Steffen Schleiermacher.

segunda-feira, dezembro 18, 2006

A Remarkable (Minimalist) Masterpiece

Em 2002 Philip Glass compôs a excelente banda sonora para o excelente filme "The Hours". Dois anos depois Michael Riesman (o maestro de quase todas as obras sinfónicas de Glass) e Nico Muhly estudaram as pautas e converteram as 14 obras que constituem a referida banda sonora para solo piano. Assim nasceu este extraordinário disco. O piano, executado pelo próprio Riesman, transmite todo o esplendor, toda a força, energia e emoção das peças originais. Obras como "Morning Passages", "Why Does Someone Have To Die?" ou "Escape!" estão inesquecíveis. Um disco indispensável para quem aprecia a música de Philip Glass, obrigatório para quem é fã desta banda sonora e inesquecível para quem aprecia piano. Cinco estrelas! Uma obra que irá merecer lugar cativo em qualquer discografia privada.

Imagem: DR da Orange Mountain Music

quinta-feira, outubro 05, 2006

Philip Glass x 6

Não há fome que não dê em fartura. Após mais de um ano em jejum, repentinamente, sem aviso prévio, eis que Philip Glass surge com 6 novos discos.
Com "Symphony No. 8", Glass reestrutura o seu conceito de sinfonia e compô-la ao género de sinfonias dos séculos XVIII / XIX ou seja, ao contrário das suas últimas sinfonias, esta é totalmente instrumental.
"Philip Glass Ensemble Live in Monterrey, México" (disco duplo) foi gravado ao vivo no dia 23 de Março de 2004 no Auditorio Luis Elizondo em Monterrey no México, contando com a participação do próprio Philip Glass e da sua filarmónica. Estão presentes trabalhos de famosas composições tais como trabalhos da trilogia "Qatsi", "Music in Twelve Parts" e excertos de óperas tais como "Akhnaten" e "Einstein on the Beach".
O "Roving Mars" é a banda sonora do mini-documentário com o mesmo título de George Butler. Aqui, algumas músicas, tais como a música de abertura, faz-nos recordar a famosa peça "Music With Changing Parts". Só que aqui a música dura pouco mais de 3 minutos e não os famosos 63 da peça original. A destacar: a música "Glósóli" do grupo Sigur Rós.
"The Voyage" (disco duplo) é o disco mais surpreendente de todos estes seis, talvez por pensarmos que nunca seria editado. Esta ópera foi encomendada (e entregue) em 1992 pela ocasião dos 500 anos da descoberta da América. Trata-se de uma alegoria sobre o espírito de exploração e o choque de diferentes culturas.
"The Illusionist" trata-se de mais uma banda sonora, desta vez para o filme de Neil Burger. Tal como o filme, as músicas apresentadas por Glass (21 ao todo), apelam ao espírito mágico e transcendente do ser humano.
Por fim, "Philip Glass Film Scores", gravado ao vivo no Stuttgarter Liederhalle, em Estugarda, Alemanha. Mais uma vez Michael Riesman debruça-se sobre os trabalhos de Philip Glass. Aqui, Riesman fez arranjos (alguns para orquestra e outros para solos) e gravou algumas músicas das mais emblemáticas bandas sonoras que Glass compôs. "The Hours" (três suites), "Dracula" (11 arranjos) e "The Thin Blue Line" são apenas algumas das obras contempladas.

IMAGEM: As capas dos 6 referidos discos.

sexta-feira, junho 09, 2006

Reflexão de Philip Glass sobre a Música de As Horas (conclusão)

(para a minha cara amiga SGC)

(Sobre a música "Morning Passages")
"Quando ouvimos a música pela primeira vez, parece começar e parar. Quando a ouvimos outra vez, parece que não pára. É aquela sensação de manhã em que não sabemos se estamos acordados. A música faz o mesmo: pára e avança, continua e pára, e depois continua sem parar. É aquela sensação que muitos de nós temos de manhã."
(Sobre a música "The Poet Acts")
"No fim ouvimos a personagem de Virginia Woolf, Nicole Kidman, a falar de enfrentar a vida e de como ela tem de o fazer. Para ela, cometer suicídio não era um acontecimento trágico. Era um acto de vontade que completou a sua vida, de certo modo. É uma ideia que surge mais na literatura japonesa do que na ocidental. A ideia de cometer suicídio pode ser a realização de uma vida, pode ser a conclusão de uma vida. Não foi feito como acto de infelicidade desesperada, foi feito de um modo muito diferente. Por isso a música não tem de ecoar uma ideia convencional de "morte". É mais uma ideia existencial de escolha.
Não há dúvida de que o ponto de vista emocional é transmitido pela música. As imagens são surpreendentemente neutras. Não que não possuam um conteúdo emocional próprio, mas podem ser facilmente manipuladas, dependendo da música. Portanto a direcção da música influencia a apreensão da cena. Tudo o resto vem por acréscimo."

Philip Glass, compositor da banda sonora do filme "As Horas"

terça-feira, maio 30, 2006

Reflexão de Philip Glass sobre a Música de As Horas

"É um filme sobre arte e sobre a forma como a arte afecta a vida. Gostei imediatamente do filme e achei-o extremamente interessante, com imensa qualidade, tanto no argumento como na realização, como na actuação, em tudo. É um desafio enorme para um compositor porque... Como é que a música vai funcionar nisto? E a mim pareceu-me, ao ver o filme pela primeira vez, que a música tinha de transmitir a estrutura do filme. A história é muito complicada e achei que a música desempenharia um papel muito importante no filme. Deveria torná-lo acessível e compreensível, para que as histórias não parecessem distintas mas sim ligadas. Por isso, para mim, a música tinha de ser o fio que unia o filme.
Poder-se-ia pensar que poderia ter composto uma música diferente para cada período. Eu disse que não faria assim. Escrevi a mesma música para acompanhar as três personagens. À medida que essas personagens voltam a aparecer, surgem variações desses temas e a música que se ouve é a mesma música do filme inteiro.
Eu escolhi o piano, porque queria um instrumento que fosse muito pessoal e que pudesse atravessar períodos muito fácilmente. O piano consegue fazer isso. Combinei-o com uma orquestra de cordas para lhe dar uma densidade de peso sonoro. Do mesmo modo que olhamos para trás através do tempo, olhamos para trás e para a frente ao mesmo tempo."
Philip Glass
(continua)