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domingo, junho 20, 2010

Argumento Adaptado: Carrie

"Devia ter-me matado quando ele a pôs em mim - disse, claramente. - Depois da primeira vez, antes de casarmos, jurou: nunca mais. Disse que fora apenas... um descuido. Acreditei. Caí, perdi o bebé e esse foi o juízo de Deus. Pensei que o pecado tinha sido expiado. Pelo sangue. Mas o pecado nunca morre. O pecado... nunca... morre. - Os seus olhos cintilavam. - Ao príncipio correu tudo bem. Vivemos sem pecado. Dormíamos na mesma cama, às vezes ventre com ventre, e, oh, eu sentia a presença da Serpente, mas... nunca... o fizémos... até... - Começou a sorrir cruelmente, terrivelmente. - E nessa noite vi-o a olhar-me daquele modo. Ajoelhámos a pedir forças e ele tocou-me... Naquele sítio. Naquele sítio da mulher. Mandei-o sair de casa. Esteve horas fora e eu rezei por ele. Vi-o mentalmente, a percorrer as ruas da meia-noite e a lutar com o Demónio como Jacob lutou com o Anjo do Senhor. E quando regressou o meu coração encheu-se de gratidão. Só quando ele entrou é que cheirei o uísque no seu hálito. E tomou-me. Tomou-me. Tomou-me ainda com o fedor do uísque da imunda estalagem no hálito, tomou-me... e eu gostei! - Gritou as últimas palavras, como se as atirasse ao tecto. - Gostei de toda aquela fornicação e das suas mãos nojentas em mim, EM TODA EU!"



O livro: "Carrie" de Stephen King
O filme: "Carrie" de Brian de Palma

quinta-feira, julho 24, 2008

redrum

"O vento irrompeu novamente em rajadas, obrigando-o a piscar os olhos e, entretanto, a sombra junto da paragem dos autocarros desvanecera-se... se é que alguma vez lá estivera. Ficou à janela durante (um minuto? uma hora?) ainda mais tempo, mas nada mais aconteceu. Até que por fim se esgueirou novamente para dentro da cama, puxou os cobertores para o queixo e ficou a observar as sombras que o lampião da rua projectava intrusamente, a transformar-se numa selva sinuosa repleta de plantas carnívoras que apenas procuravam envolvê-lo, arrebatar-lhe a vida, e arrastá-lo até ao mais fundo de uma enorme escuridão, onde reluzia a vermelho uma palavra sinistra: Redrum."

Quem leu o livro ou viu o filme sabe o que quer dizer "redrum"... Se não for o seu caso, deixo-vos uma pista: trata-se de um anagrama em inglês. Alguém arrisca?

Texto: Excerto de "The Shining" de Stephen King
Imagem: Fotograma do filme "The Shining" de Stanley Kubrick

sábado, maio 26, 2007

Do Impulso À Profecia

"A civilização resvalou para a sua segunda idade das trevas deixando atrás de si um rasto inevitável de sangue, porém a uma velocidade que nem o futurista mais pessimista poderia ter previsto. No dia 1 de Outubro, Deus estava no céu, a Bolsa fechou em alta e a maioria dos aviões chegava a horas (excepto os que aterravam e levantavam voo de Chicago, o que era de se esperar). Duas semanas depois, os céus voltavam a pertencer às aves, e da Bolsa não restava senão uma memória. Pelo Carnaval, todas as grandes cidades, de Nova Iorque a Moscovo, apodreciam sob os céus vazios, e o mundo, tal como fora, não passava de uma recordação."

Texto: Excerto de "Cell" de Stephen King
Imagem: "Breaking of the Sixth Seal" de Albrecht Dürer

domingo, outubro 29, 2006

Títulos da Minha Videoteca Privada

Título: Conta Comigo (Stand by Me)
Ano: 1986 (EUA)
Realização: Rob Reiner
Com: Wil Wheaton; River Phoenix; Corey Feldman; Jerry O'Connell; Kiefer Sutherland...
Descrição: Após a morte de um amigo, um escritor conta-nos a aventura em que se envolveu com mais três amigos, na sua adolescência, na busca do corpo de um garoto desaparecido.

Descrição Privada: O filme da minha vida. O melhor deste filme são os desempenhos dos actores (onde destaco River Phoenix, o meu actor favorito), a música (de época) e o argumento (a cargo de Raynold Gideon, baseado num conto de um dos meus escritores-fetiche; Stephen King). O mais fraco é a realização. Rob Reiner não nos surpreende em nada, caíndo no kish de Hollywood da realização do "típico filme americano".

quarta-feira, junho 21, 2006

Tommyknockers, Tommyknockers will catch You!

"Ontem de madrugada e anteontem à noite,
os Tommyknockers, os Tommyknockers batiam à porta.
Eu quero ir lá fora, mas não sei se posso,
porque tenho muito medo do Tommyknocker." - Poesia tradicional dos EUA
A origem dos "Tommyknockers" é difícil de detectar. Na literatura popular dos EUA referem-se aos "Tommyknockers" como fantasmas dos mineiros que morreram nos seus locais de trabalho, mas continuam a vaguear, em busca de alimento e salvação. Ainda hoje os "Tommyknockers" são muito populares nas histórias de terror e como fonte de inspiração para muitos contos.

quinta-feira, abril 06, 2006

Samitério das Mascotes

"Nessa noite ficou a jogar às cartas sozinho, até muito depois da meia-noite.
Acabara de dispor um novo lance quando ouviu a porta das traseiras a abrir-se.
'Fica-se dono do que se compra, e mais tarde ou mais cedo, o que se compra regressa ao dono', pensou Louis Creed.
Não se virou; limitou-se a fixar as cartas quando os passos lentos e arrastados se aproximaram. Viu a dama de espadas. Pôs-lhe a mão em cima.
Os passos pararam mesmo nas suas costas.
Silêncio.
Uma mão fria pousou no ombro de Louis. A voz de Rachel assemelhava-se a um ranger, fétido de terra.
-Querido - disse."

Excerto final de "Samitério das Mascotes" ("Pet Sematary") de Stephen King - 1982

NOTA: O título é apresentado propositamente como uma gralha, tal como no original "Cemitério das Mascotes" ou, neste caso, "Samitério das Mascotes" é o sítio onde algumas crianças do Maine vão enterrar os seus animais de estimação. Os marcos das sepulturas são toscos e a tabuleta indicativa de acesso foi escrita por essas mesmas crianças, que também pronunciam o nome à sua maneira.

domingo, novembro 13, 2005

Conta Comigo


Stand by Me ("Conta Comigo", em português) foi o filme que mais me impressionou até hoje. Esta pequena película (que vi na TV por mero acaso) transporta qualquer pessoa para o fim da sua infância. Apesar da história se desenrolar nos anos 60, ela faz recordar os nossos antigos amigos, as conversas e as peculiares situações que vivemos, independentemente da nossa idade. Posso ser suspeito ao escrever tudo isto... O filme é baseado numa pequena história de um dos meus escritores favoritos (Stephen King) e tem o fantástico desempenho de um actor que, para mim, foi uma autêntica estrela: River Phoenix (à esquerda na foto). Vejam o filme e depois digam qualquer coisa. Penso que estas duas situações não interferem para eu considerar este filme como "o filme da minha vida" (e eu que nem sou fã dos filmes norte-americanos). O fim é deslumbrante apesar do mau augúrio do trágico desaparecimento de River Phoenix. Mas se o corpo é a prisão da alma, onde quer que ele esteja, estará certamente a brilhar com a sua conduta de vida exemplar.