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quarta-feira, abril 27, 2011

Óleo Sobre Tela (XXXIII)

Edvard Munch - "Primavera" (1889)


"Pintei os traços e as cores que afectaram o meu olhar interior. Pintei de memória sem nada acrescentar, sem os pormenores que já não via à minha frente. É esta a razão da simplicidade das minhas telas, do seu óbvio vazio. Pintei as impressões da minha infância, as cores esbatidas de um dia esquecido".

sexta-feira, janeiro 07, 2011

Óleo Sobre Tela (XXXIV)

"Não tenho medo de fazer alterações,
destruir a imagem, etc.,
porque a pintura tem vida própria". - Jackson Pollock

Imagem: "Painting One: Nr. 31 (Lavender Mist)" de Jackson Pollock

sexta-feira, dezembro 17, 2010

Under The Sea Of Fog


"Vejo que as tempestades vêm aí
pelas árvores que, à medida que os dias se tomam mornos,
batem nas minhas janelas assustadas
e ouço as distâncias dizerem coisas
que não sei suportar sem um amigo,
que não posso amar sem uma irmã.

E a tempestade rodopia, e transforma tudo,
atravessa a floresta e o tempo
e tudo parece sem idade:
a paisagem, como um verso do saltério,
é pujança, ardor, eternidade.

Que pequeno é aquilo contra que lutamos,
como é imenso, o que contra nós luta;
se nos deixássemos, como fazem as coisas,
assaltar assim pela grande tempestade, —
chegaríamos longe e seríamos anónimos.

Triunfamos sobre o que é Pequeno
e o próprio êxito torna-nos pequenos.
Nem o Eterno nem o Extraordinário
serão derrotados por nós.
Este é o anjo que aparecia
aos lutadores do Antigo Testamento:
quando os nervos dos seus adversários
na luta ficavam tensos e como metal,
sentia-os ele debaixo dos seus dedos
como cordas tocando profundas melodias.

Aquele que venceu este anjo
que tantas vezes renunciou à luta.
esse caminha erecto, justificado,
e sai grande daquela dura mão
que, como se o esculpisse, se estreitou à sua volta.
Os triunfos já não o tentam.
O seu crescimento é: ser o profundamente vencido
por algo cada vez maior."


Poema: "O Homem que Contempla" de Maria Rilke
Pintura: Wanderer Above the Sea of Fog de Caspar David Friedrich

terça-feira, outubro 05, 2010

Óleo Sobre Tela - XXXIII

Christian Krogh - "A Rapariga Doente" (1880/81)

"A arte está acabada, uma vez que o artista tenha dito verdadeiramente tudo o que lhe estava no seu coração..."

domingo, agosto 15, 2010

Óleo Sobre Tela (XXXII)

Albert Marquet - Praia em Fécamp (1906)
.
Uma obra fauvista para a comemoração do verão...

segunda-feira, julho 26, 2010

A Obra "Guernica"... Como Nunca A Viu

A tela (782 X 351 cms), a preto e branco, representa o bombardeamento sofrido pela cidade espanhola de Guernica a 26 de Abril de 1937 por aviões alemães e está actualmente exposta no Centro Nacional de Arte Rainha Sofia, em Madrid.
O pintor, que morava em Paris na altura, soube do massacre pelos jornais e pintou as pessoas, animais e edifícios destruídos pela força aérea nazi tal como os viu na sua imaginação.
Agora, uma artista nova-iorquina, Lena Gieseke, que domina as mais modernas técnicas de infografia digital, decidiu propor uma versão 3D da célebre obra e colocá-la na internet sob a forma de um vídeo.
O resultado é fascinante e permite-nos visualizar detalhes que de outra forma nos passariam despercebidos. Esta técnica inovadora revela-se um instrumento poderoso para compreender melhor a forma de trabalhar do pintor e até o modo como funcionava a sua imaginação.
Em conclusão: podemos ver a obra "Guernica" como nunca antes a vimos.

sexta-feira, maio 28, 2010

Óleo Sobre Tela (XXXI)

Marcel Duchamp - Nu Descendo as Escadas
(1912)

segunda-feira, março 15, 2010

Óleo Sobre Tela (XXX)

André Derain - Rapazes na Praia
(entre 1906 - 1909)

terça-feira, fevereiro 23, 2010

Óleo Sobre Tela (XXIX)

Oskar Kokoshkcha - Praga Nostálgica (1938)

segunda-feira, dezembro 21, 2009

Óleo Sobre Tela (XXVIII)

Arnold Bocklin - "A Ilha dos Mortos" (1883)

domingo, novembro 15, 2009

Nocturno(s)

Nocturno 1:



Nocturno 2:





Imagem: "Nocturno" de Amelia Pelaez
Vídeo: "Nocturne No.1 em Si bémol menor, op. 9 no.1"
de Fréderic Chopin (interpretado por Maria João Pires)

domingo, setembro 20, 2009

A Casa Das Histórias de Paula Rego

A Casa das Histórias de Paula Rego, situada em Cascais, foi inaugurada ao público no passado dia 18, com uma exposição temporária de obras-primas da pintora portuguesa, radicada em Londres.
A Casa das Histórias Paula Rego, que apresentará duas exposições temporárias por ano - a inaugurar na Primavera e no Outono - abre com uma dedicada a trabalhos da artista, criados entre 1987 e 2008. Esta primeira mostra inclui "obras icónicas" como a primeira obra, intitulada "Life Painting" (1954), criada enquanto estudante da Slade School of Fine Art, em Londres, até às mais recentes como "A Filha do Polícia", quadros da série "Avestruzes Bailarinas", e a célebre "Mulher Cão" (1994), primeira obra a pastel realizada por Paula Rego.
Globalmente, a colecção do novo museu conta com a totalidade da obra gráfica da artista, num total de 257 exemplares, com várias centenas de desenhos, algumas dezenas de pinturas emprestados pela artista por uma década, também de Victor Willing, seu marido já falecido, e ainda a tapeçaria com o tema "Batalha de Alcácer-Quibir", adquirida pelo município de Cascais.
Após vários anos de espera, aí está uma casa-museu onde nos poderemos deliciar com as histórias que a mais internacional pintora portuguesa, tem para nos contar.

Texto: Baseado na notícia da Lusa.
Vídeo: Sic Online.

sábado, setembro 12, 2009

Páginas Soltas


"Primeiro as cores.
Depois os humanos.
É geralmente assim que eu vejo as coisas.
Ou, pelo menos, tento.

EIS UM PEQUENO FACTO
Vocês vão morrer.

Para falar francamente, estou a tentar mostrar-me prazenteira acerca deste tópico, embora a maioria das pessoas sinta dificuldade em me acreditar, por muito que eu proteste. Por favor, confiem em mim. Eu posso definitivamente ser presenteira. Posso ser amável. Agradável. Afável. E isso só nos A's. Só não me peçam para ser simpática. Simpatia não tem nada a ver comigo.

REACÇÃO AO FACTO ACIMA MENCIONADO
Isto preocupa-os?
Peço-lhes - não tenham medo.
Sou seguramente justa.

É claro, uma apresentação.
Um começo.
Que é feito das minhas boas maneiras?
Podia apresentar-me devidamente, mas não é de facto necessário. Vocês conhecer-me-ão suficientemente bem e suficientemente depressa, dependendo de um amplo leque de variáveis. Basta dizer determinado ponto do tempo, me encontrarão debruçada sobre vós, tão jovial quanto possível. A vossa alma estará nos meus braços. No meu ombro pousará uma cor. Levar-vos-ei docemente comigo."


Excerto de "A Rapariga que Roubava Livros de Markus Zusak
Imagem: Alfred Rethel

quarta-feira, setembro 09, 2009

Óleo Sobre Tela (XXVII)

Max Ernst
"A Virgem Maria Castigando o Menino Jesus Defronte de Três Testemunhas"
(1926)

segunda-feira, agosto 10, 2009

Agosto


"Tu me levaste, eu fui... Na treva, ousados
Amamos, vagamente surpreendidos
Pelo ardor com que estávamos unidos
Nós que andávamos sempre separados.

Espantei-me, confesso-te, dos brados
Com que enchi teus patéticos ouvidos
E achei rude o calor dos teus gemidos
Eu que sempre os julgara desolados.

Só assim arrancara a linha inútil
Da tua eterna túnica inconsútil...
E para a glória do teu ser mais franco

Quisera que te vissem como eu via
Depois, à luz da lâmpada macia
O púbis negro sobre o corpo branco."


Poema: "Soneto de Agosto" de Vinicius de Moraes
Imagem: "Les Amants" de René Magritte

quarta-feira, julho 29, 2009

MiNiMaL aRt (XI)

Joana Vasconcelos - "Dorothy" (2007)

"No caso do sapato Dorothy, que é, afinal, uma sandália de santo alto, o meu objectivo era chamar a atenção para a dualidade da vida actual das mulheres, da incompatibilidade entre os afazeres domésticos e a vida social activa." - Joana Vasconcelos

quinta-feira, julho 23, 2009

Óleo Sobre Tela (XXVI)

Paula Rego - " The Unicorn Artist" (2009)

Não se trata de um óleo nem de uma tela, mas sim uma litografia assinada
pela mais internacional pintora portuguesa; Paula Rego.

Segue-se o vídeo sobre a elaboração de parte desta obra no Curwen Studio (entidade comissionaria desta obra para festejar o seu 50º aniversário).

sábado, junho 27, 2009

Óleo Sobre Tela - XXV

Edvard Munch - A Criança Doente (1885/86)

"Estou convencido que dificilmente haverá um pintor entre eles que esgote o seu tema até, precisamente, à última gota amarga, tal como eu fiz em «A Criança Doente». Não era apenas eu próprio que estava lá sentado - eram todos os meus entes queridos".

segunda-feira, junho 15, 2009

MiNiMaL aRt (XI)


"Oh! Charlie, Charlie, Charlie" de Charles Ray
(1992)

quinta-feira, maio 07, 2009

Óleo Sobre Tela (XXIV)

El Greco
"The Agony in the Garden"
(1595)