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segunda-feira, janeiro 12, 2009

Sugestão Musical

Alienação. Horror. Manipulação psicológica. Desespero. Sofrimento.
Tudo isto se encontra em abundância no disco "Schrei X" de Diamanda Galás. No interior do disco encontramos uma advertência: tocar o disco no volume máximo pois não se trata de música ambiente. Logo após os primeiros segundos entramos no universo de Diamanda Galás, onde ela grita, geme, pratica glossolalia e arranha, arrasando-nos completamente com a sua voz que atinge uma série de três oitavas e meia. Para muitos (eu, incluído) este trabalho é um prazer auditivo; para outros tantos trata-se de uma tortura auditiva.






SCHREI X
1996 - MUTE

Schrei X live:
01: Do Room
02: I— I Am— Dreams
03: M Dis I
04: O.P.M.
05: Abasement
06: Headbox
07: Cunt
08: Hepar
09: Coitum
10: Vein
11: M Dis II
12: Smell
13: Hee Shock Die

Schrei 27:
01: Do Room
02: I I
03: M Dis I
04: O.P.M.
05: Headbox
06: Cunt
07: Hepar
08: Vein
09: M Dis II
10: Smell
11: Hee Shock Die

sábado, agosto 30, 2008

Music N' Sounds

Uakti era um ser que vivia nas margens do Rio Negro na Amazónia, Brasil. O seu corpo encontra-se trespassado por furos que, ao serem atravessados pelo vento, emitiam sons que encantavam as mulheres da tribo Tukano. Os homens da tribo perseguiram Uakti e mataram-o. No local onde este ser foi enterrado nasceram palmeiras que os índios usam para fazer flautas. O som destas flautas é inconfundível: é o som que o o corpo de Uakti emitia.

Se esta história é apenas uma lenda, o grupo Uakti é bem real. Formado em 1978, os Uakti rapidamente ganharam uma grande legião de admiradores. O seu som único (constituído por instrumentos musicais construídos pelos membros do grupo) fizeram-nos trabalhar com musicos tais como Milton Nascimento, Manhattan Transfer, Paul Simon e com o compositor Philip Glass.
A minha sugestão musical vai para o disco "Águas da Amazónia", uma composição de Philip Glass. Em 1993 Philip Glass é comissionado pelo Grupo Corpo para compôr uma peça para ballet. O compositor escolheu o grupo Uakti para executar a sua obra "Águas da Amazónia - Sete ou Oito Peças para Ballet". O arranjo das composições para os instrumentos do grupo foi entregue a Marco Antônio Guimarães (o líder do grupo) que se tornou no primeiro músico que efectuou arranjos na música de Philip Glass. Em 1999 foi editado "Águas da Amazónia".

01: Tiquie River
02: Japura River
03: Negro River
04: Madeira River
05: Purus River
06: Tapajos River
07: Paru River
08: Xingu River
09: Amazon River
10: Metamorphosis 1

terça-feira, junho 24, 2008

Sounds N' Musics

John Cage (1912-1992) foi um dos primeiros compositores que impulsionou a música "avant-garde" nos Estados Unidos da América. (Atrevo-me mesmo a dizer no Mundo). Neste disco, "Sonatas and Interludes for Prepared Piano" mostra-nos o interesse de Cage no budismo e hinduísmo - uma distinção magistral entre as emoções do "branco e preto" (por vezes interpretadas no piano com a ajuda de parafusos, pinos, plásticos e borrachas) centradas num verdadeiro oceano de tranquilidade.


John Cage - Sonatas and Interludes for Prepared Piano
Piano: Boris Berman

01: Sonata I
02: Sonata II
03: Sonata III
04: Sonata IV
05: First Interlude
06: Sonata V
07: Sonata VI
08: Sonata VII
09: Sonata VIII
10: Second Interlude
11: Third Interlude
12: Sonata IX
13: Sonata X
14: Sonata XI
15: Sonata XII
16: Fourth Interlude
17: Sonata XIII
18: Sonatas XIV and XV Gemini (After Richard Lippold)
19: Sonata XVI

sábado, abril 26, 2008

Sounds N' Musics

Este disco teve início quando o Teatro alla Scala (Milão) encomendou uma ópera-ballet infantil. Esta encomenda juntou dois grandes artistas: o compositor Philip Glass e o designer, ilustrador e escritor Beni Montresor (falecido em 2001 e a quem esta obra é dedicada).
Beni Montresor escreveu a história e o libretto da ópera e Philip Glass orquestrou-a. "Le Streghe di Venezia"; "The Witches of Venice" ou "As Bruxas de Veneza" em português, é o título desta obra que conta a história do Plant-Boy, um menino que busca uma amiga semelhante a ele, numa Veneza povoada por fadas, bruxas e monstros.
É interessante verificar como Philip Glass deu corpo instrumental a esta história. O compositor compôs musicas criativas e canções memoráveis que captam toda a dimensão fantástica da história de Beni Montresor.
Este disco, editado em "hard cover", traz consigo a história e o libretto da ópera e as ilustrações de Beni Montresor. Uma obra fundamental.


1. The Lagoon
2. The Philosophers Have Arrived
3. No Solution
4. The Fairies
5. "Life Is Hard"
6. "I'm Not a Fool"
7. The Plant Boy's Song
8. The Witches Rush In
9. The Wind Blows
10. The Witches Palace
11. Inside the Palace
12. Ghosts and Skeletons!
13. The Ogre
14. Ogre's Song
15. Plant-Boy Flees
16. Dance of the Witches
17. Witch Mother
18. Gondolas Bringing Guests
19. "Away Pigeon, Away"
20. Plant-Boy's Tears
21. In the Chandelier
22. Glorious Escape!
23. A Happy Ending
24. Life Is Hard, A Good Red Wine

terça-feira, janeiro 15, 2008

Sugestão Musical (IX)

"Warning : this is quite possibly the most beautiful album you will ever own."
Boomkat

Arvo Pärt - Alina
01: Spiegel im Spiegel *(interpretação: Vladimir Spivakov e Sergei Berzodny)
02: Für Alina (interpretação: Alexander Malter)
03: Spiegel im Spiegel (interpretação: Dietmar Schwalke e Alexander Malter)
04: Für Alina (interpretação: Alexander Malter)
05: Spiegel im Spiegel (interpretação: Vladimir Spivakov e Sergei Berzodny)

* Peça disponível para download, meramente demonstrativa do trabalho apresentado.

quinta-feira, outubro 18, 2007

Sugestão Musical - VIII

Emmanuel Nunes é um dos mais vanguardistas compositores portugueses. Nascido em Lisboa em 1941, Emmanuel Nunes estudou na Academia de Amadores de Música e mais tarde com Fernando Lopes Graça. Após uma passagem pela Alemanha, estabeleceu-se em Paris em 1974. Na cidade-luz, além de ser professor no Conservatoire National Supérieur de Musique desde 1991, Nunes tem desenvolvido uma vasta obra musical.

A minha humilde sugestão foca-se no álbum "Quodlibet", para 28 instrumentos, 6 percussionistas e orquestra com 7 solistas. É claro que através de um CD não se consegue reproduzir a biosfera musical que Emmanuel Nunes realiza em cada obra, mas a gravação é excelente.

Emmanuel Nunes - Quodlibet
01: Part A
02: Part B
03: Part C
04: Part D *
05: Part E
06: Part F
07: Part G
08: Part H
09: Part I
10: Part J
11: Part K
12: Part L

e... "bon appetit" musical!

* Música disponivel para download

domingo, setembro 02, 2007

Sugestão Musical - VI

Um regresso às origens do Minimalismo... puro


Steve Reich Early Works
1. Come Out *
2. Piano Phase
3. Clapping Music
3. It's Gonna Rain
4. It's Gonna Rain, Part II


*
Música meramente demonstrativa do trabalho apresentado.

segunda-feira, março 19, 2007

Sugestão Musical - II

Antes da existência de Frippertronics existiu Terry Riley. E tal como Robert Fripp aqui está um músico e mestre do experimental cuja carreira perscruta terrenos musicais inesperados. Este disco é um exemplo dos famosos concertos "All Night Flight" de Terry Riley (concertos que tinham início às 22 horas e terminavam às 6 horas do dia seguinte!) e foi gravado no dia 22 de Março de 1968 (faz 39 anos dentro de 3 dias) em Suny, Buffalo, EUA.
A peça (e o álbum) intitula-se "Poppy Nogood and the Phantom Band". Um modo, nenhum ritmo, mexido; não sacudido. A peça (em 5 partes) possui vários deslocamentos rangendo no acumulador e diversos time-lags criando um verdadeiro jogo de espelhos. Durante a audição surgirá certamente a questão; "como conseguiu Riley controlar com tanta mestria todos os instrumentos?" (e recorde-se: estava-se em 1968, muito antes do big-bang do mundo informático). Com este álbum ganhará certamente uma grandiosa perspectiva histórica do experimentalismo musical.

sábado, fevereiro 03, 2007

Sugestão Musical

Não é fácil ouvir a música do compositor minimalista La Monte Young. Atrevo-me mesmo a dizer que é necessário muito treino para se conseguir ouvir (e apreciar) um disco completo deste compositor que, sem dúvida alguma, classifico como um dos mais vanguardistas de sempre.
O disco "The Tamburas of Pandit Pran Nath" trata-se de uma homenagem ao grande vocalista Pandit Pran Nath, com quem La Monte Young estudou música nos anos 70. A influência espiritual e musical desse período passado nos Himalaias, levou à criação deste disco, onde La Monte Young mistura zumbidos de instrumentos indianos com zumbidos electrónicos, criando assim uma simulação tecnológica do yin-yang. O disco contém apenas uma única faixa de aproximadamente 75 minutos, onde a música é constante, possuí sempre o mesmo "tempo" e não tem quaisquer interrupções.
O minimalismo de La Monte Young encontra-se na fronteira do espaço psico-acústico, representa "O Radicalismo" da música moderna, trata-se de um buraco negro sonoro onde todas as noções musicais desaparecem.

segunda-feira, dezembro 18, 2006

A Remarkable (Minimalist) Masterpiece

Em 2002 Philip Glass compôs a excelente banda sonora para o excelente filme "The Hours". Dois anos depois Michael Riesman (o maestro de quase todas as obras sinfónicas de Glass) e Nico Muhly estudaram as pautas e converteram as 14 obras que constituem a referida banda sonora para solo piano. Assim nasceu este extraordinário disco. O piano, executado pelo próprio Riesman, transmite todo o esplendor, toda a força, energia e emoção das peças originais. Obras como "Morning Passages", "Why Does Someone Have To Die?" ou "Escape!" estão inesquecíveis. Um disco indispensável para quem aprecia a música de Philip Glass, obrigatório para quem é fã desta banda sonora e inesquecível para quem aprecia piano. Cinco estrelas! Uma obra que irá merecer lugar cativo em qualquer discografia privada.

Imagem: DR da Orange Mountain Music

quarta-feira, outubro 25, 2006

Cinema Português e Suas Bandas Sonoras

Até muito recentemente as equipas técnicas do nosso cinema encontravam-se muito despreocupadas com a banda sonora dos seus filmes. As "scores" eram quase inexistentes ou soavam a música escrita em cima do joelho e gravada em estúdios de que ninguém tinha ouvido falar. Porém, as coisas mudaram... A música melhorou consideravelmente de qualidade, a sonoplastia final também e (pasmem-se) até já gravam discos das ditas bandas sonoras!
Na minha última visita à Fnac encontei este excelente disco duplo: a banda sonora de dois filmes nacionais: "Respirar (Debaixo de Água)" e "Esquece Tudo o Que te Disse", ambos do realizador António Ferreira. À primeira vista pensaremos que se trata de um disco do Azembla's Quartet mas não; é mesmo a banda sonora destes filmes. No primeiro disco ("Esquece Tudo o Que te Disse"), a música do compositor Pedro Renato, é uma lufada de ar fresco na música "no-comercial" portuguesa. A voz de Raquel Ralha está sublime e a orquestra com uma sonoridade invejável. O segundo disco ("Respirar (Debaixo de Água") possui vários temas interpretados pelo Azembla's Quartet. O principal trata-se, obviamente, de "Respirer Sous L'eau" (com direito a alguns remixes). Além disso contamos também com outros temas de outros agrupamentos que ouvimos no filme tais como os brasileiros* Belle Chase Hotel, os nacionais Mão Morta, Tédio Boys ou Who's Zed? entre outros.
Dois discozinhos assaz interessantes. Abram o espírito e sejam aventureiros! O preço deste disco duplo é deveras convidativo e vale cada euro despendido. Five Stars!

* Correcção efectuada por "Corpo Visível" no comments. Peço desculpa pelo erro e agradeço a correcção.

quinta-feira, outubro 05, 2006

Philip Glass x 6

Não há fome que não dê em fartura. Após mais de um ano em jejum, repentinamente, sem aviso prévio, eis que Philip Glass surge com 6 novos discos.
Com "Symphony No. 8", Glass reestrutura o seu conceito de sinfonia e compô-la ao género de sinfonias dos séculos XVIII / XIX ou seja, ao contrário das suas últimas sinfonias, esta é totalmente instrumental.
"Philip Glass Ensemble Live in Monterrey, México" (disco duplo) foi gravado ao vivo no dia 23 de Março de 2004 no Auditorio Luis Elizondo em Monterrey no México, contando com a participação do próprio Philip Glass e da sua filarmónica. Estão presentes trabalhos de famosas composições tais como trabalhos da trilogia "Qatsi", "Music in Twelve Parts" e excertos de óperas tais como "Akhnaten" e "Einstein on the Beach".
O "Roving Mars" é a banda sonora do mini-documentário com o mesmo título de George Butler. Aqui, algumas músicas, tais como a música de abertura, faz-nos recordar a famosa peça "Music With Changing Parts". Só que aqui a música dura pouco mais de 3 minutos e não os famosos 63 da peça original. A destacar: a música "Glósóli" do grupo Sigur Rós.
"The Voyage" (disco duplo) é o disco mais surpreendente de todos estes seis, talvez por pensarmos que nunca seria editado. Esta ópera foi encomendada (e entregue) em 1992 pela ocasião dos 500 anos da descoberta da América. Trata-se de uma alegoria sobre o espírito de exploração e o choque de diferentes culturas.
"The Illusionist" trata-se de mais uma banda sonora, desta vez para o filme de Neil Burger. Tal como o filme, as músicas apresentadas por Glass (21 ao todo), apelam ao espírito mágico e transcendente do ser humano.
Por fim, "Philip Glass Film Scores", gravado ao vivo no Stuttgarter Liederhalle, em Estugarda, Alemanha. Mais uma vez Michael Riesman debruça-se sobre os trabalhos de Philip Glass. Aqui, Riesman fez arranjos (alguns para orquestra e outros para solos) e gravou algumas músicas das mais emblemáticas bandas sonoras que Glass compôs. "The Hours" (três suites), "Dracula" (11 arranjos) e "The Thin Blue Line" são apenas algumas das obras contempladas.

IMAGEM: As capas dos 6 referidos discos.

sábado, agosto 05, 2006

Ennio Morricone + Yo-Yo Ma = Harmonia Perfeita

Este é um daqueles discos que, apesar de o já ter adquirido à algum tempo, tenho sempre por perto. Se apreciam a música (de bandas sonoras de filmes) de Ennio Morricone e/ou se gostam do Sr. do Violoncelo Yo-Yo Ma, este é um álbum obrigatório. Yo-Yo Ma executa algumas das mais famosas partituras que Morricone compôs para o cinema, tais como "Cinema Paradiso", "Malena", "Once Upon a Time in America", "The Untouchables" ou "The Legend of 1900". Se forem como eu, que não aprecio transcrições livres, não há problema: esse processo foi efectuado com a ajuda do próprio Morricone (que também dirigiu a Roma Sinfonietta Orchestra na gravação deste álbum), logo, nenhuma música foi adulterada. Um regalo para os sentidos.

quarta-feira, julho 05, 2006

As Relíquias do Comércio Tradicional

Passando pela baixa pombalina e evitando as habituais lojas que já conheço na Rua Augusta, resolvi enveredar pela Rua da Prata. Eis que, mais uma vez, me deparei a visualizar uma loja onde nunca entrara apesar do interesse que ela sempre me despertou... Uma pequena discoteca que ainda vende discos de vinil além dos habituais compact discs. Entrei. Apesar de já não ter um leitor de discos vinil razoável (o que tenho encontra-se, penso eu, irremediavelmente danificado) resolvi analisar os discos. Eis que me deparei com uma verdadeira relíquia: a banda sonora do filme "Le Mépris" de Georges Delerue. Perguntei de imediato ao funcionário se não tinha aquele disco em cd. O funcionário (que baptizei de imediato como dono da loja e penso que não me equivoquei) interrompeu uma agradável conversa com outro homem, e atendeu à minha questão. Talvez ele seja uma pessoa conhecedora das centenas de produtos que possui na sua loja ou então talvez se interesse pela música dos filmes da "nouvelle vague", pois de imediato me respondeu que não mas... disse-me que possuía um cd do Georges Delerue com algumas músicas deste excepcional filme.
A compra foi feita de imediato. Excepcional disco! Além de músicas do filme "Le Mépris", o disco contém músicas de outros intemporais filmes tais como "La Peau Douce" de François Truffaut, "Cartouche" de Philippe de Broca ou "L'Aîné des Ferchaux" de Jean-Pierre Melville. O que fiz o "velhinho" disco de vinil de 33 rotações? Depois de vaguear por ele pela pequena loja, tentando decidir se o comprava ou não (após uma dispendiosa compra na FIL e as compras ainda não tinham terminado!!!), resolvi pôr em prática um ensinamento que uma querida amiga compartilhou comigo (que por razões mais que óbvias não vou dizer qual é ;-P )... Agora procuro alguém que saiba manusear os ultrapassados gira-discos para regressar a esta lojinha tradicional e verificar se a relíquia "Le Mépris", la bande originale du film, ainda lá se encontra à minha espera... tal como me foi instruído.