Está patente na Cinemateca Portuguesa o ciclo João César Monteiro: Assim e Não Assado. Este ciclo exibe as obras "Quem Espera por Sapatos de Defunto Morre Descalço" (hoje, dia 8), "Recordações da Casa Amarela" (dia 9), "A Comédia de Deus" (dia 10), "Branca de Neve" (dia 11) e "Vai e Vem" (dia 12). As sessões são sempre às 22.00h . Por 2.50€... vale mesmo a pena (re)ver estas obras de um dos mais consagrados realizadores portugueses.
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segunda-feira, março 08, 2010
Apontamento Cultural
Está patente na Cinemateca Portuguesa o ciclo João César Monteiro: Assim e Não Assado. Este ciclo exibe as obras "Quem Espera por Sapatos de Defunto Morre Descalço" (hoje, dia 8), "Recordações da Casa Amarela" (dia 9), "A Comédia de Deus" (dia 10), "Branca de Neve" (dia 11) e "Vai e Vem" (dia 12). As sessões são sempre às 22.00h . Por 2.50€... vale mesmo a pena (re)ver estas obras de um dos mais consagrados realizadores portugueses.
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João César Monteiro
sábado, janeiro 31, 2009
Cahiers Du Cinéma Portugais (V)
Que imprudente ideia, a do príncipe, ter interrompido Branca de Neve no melhor dos sonos e, com um beijo que ela negará sempre, retirá-la do caixão de vidro para a restituir à vida, isto é, à carne, e arrogar-se direitos sobre ela. Se Branca de Neve deseja morrer ou regressar ao país dos seus anões, é porque não está convencida da boa-fé da rainha. A sua madrasta não quis envenená-la? Quando Branca de Neve, salva pelo príncipe, voltou à vida, a rainha, graças aos seus beijos, não incitou, acto contínuo, o caçador a apunhalá-la?
Baseado na obra «Schneewittchen» do escritor suisso Robert Walser, João César Monteiro assina este «Branca de Neve» em 2000, três anos antes de «Vai e Vem», a derradeira obra de um dos mais conceituados cineastas portugueses. Apesar desta obra ter gerado uma grande polémica em Portugal devido à quase inexistência de imagens, este filme foi muito bem recebido pelos críticos de todo o Mundo (mais uma vez, a excepção foi Portugal).
Baseado na obra «Schneewittchen» do escritor suisso Robert Walser, João César Monteiro assina este «Branca de Neve» em 2000, três anos antes de «Vai e Vem», a derradeira obra de um dos mais conceituados cineastas portugueses. Apesar desta obra ter gerado uma grande polémica em Portugal devido à quase inexistência de imagens, este filme foi muito bem recebido pelos críticos de todo o Mundo (mais uma vez, a excepção foi Portugal).«É preciso morrer para aprender a viver, e o filme experimenta com graça esse outro-mundo. Em todo o caso, para evocar Walser, Monteiro, passa pela obra.» - Jean-Marc Lalanne; "Libération".
«Arrisquemos hipóteses. A provocação dadaísta, a imprecação epistolar, a estalada no gosto do público. A proximidade espiritual do cineasta e do escritor, sob o signo do humor melancólico, da tentação epicurista, da impossível procura pela beleza, e da loucura que ronda. O texto walseriano é admiravelmente dito em português.» - Jacques Mandelbaum; "Le Monde".
«Filme afrontosamente teórico e consagrado à perda da luz ou às incestuosas relações imagem/som, «Branca de Neve» é sobretudo um grande filme sensual, onde a ressurreição da heroína do conto as suas hesitações entre desaparecimento doloroso e esperança de retorno, perdão e ressentimento, não são tratados senão através da matéria fílmica.» - Frédéric Bonnaud; "Les Inrockuptibles".
«Uma obra prima de síntese e de provocação às últimas consequências. Assina-a, não por acaso, um génio do cinema contemporâneo como João César Monteiro. Há no trabalho de Monteiro muito do que é hoje em dia reflexão sobre o corpo cinema. Este filme é uma magnífica lição de cinema.» - Cristina Piccino; "Il Manifesto".
"Mais do que ver, gostaria de ouvir" - Robert Walser
Vídeo e imagem: Madragoa Filmes
Post já publicado no blog "O Bar do Ossian"
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