1932 - 2010
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quinta-feira, fevereiro 04, 2010
quarta-feira, agosto 22, 2007
Mea Culpa
Onde vou, pergunto-me, mas a resposta é esta vontade incontrolável de procurar o fundo do rio, o seu leito de areia clara, é aí continuar o meu sono. Mas não consigo alcançá-lo. Há que deslizar mais e mais, penetrar em pequenas grutas onde sei que há monstros en cujas cabeças se abrem leques como cocares de guerreiros índios.
Agora a água é transparente e ao meu lado vogam pétalas de todas as cores. As vozes entoam um cântico mais doce, hipnótico como uma canção de embalar.
Só então reparo que das nossas bocas, dos nossos narizes, não saem bolhinhas de ar, embora avancemos no fundo do rio. Suponho que estejamos mortos."
Texto: "O Pronúncio das Águas" de Rosa Lobato Faria
Imagem: Fotograma de "The Hours" de Stephen Daldry (2002)
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